| Brasil assume presidência do Conselho de Segurança |
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Com uma agenda que prevê a discussão de temas como a partilha do Sudão e a condenação dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, o Brasil assumiu ontem a Presidência do Conselho de Segurança da ONU. O mandato, de um mês, ocorre às vésperas da visita do presidente Barack Obama ao País. A estratégia brasileira para mostrar liderança será por meio da atuação nos diversos grupos de países dos quais faz parte, como o G-4 (com Japão, Alemanha e China), Bric (com Índia, Rússia e China) e Ibas (com Índia e África do Sul). "O Brasil está em todas", afirmou ao Estado a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Viotti, que agora é presidente do Conselho. Segundo ela, os membros do G-4 "farão uma declaração conjunta, neste mês, defendendo a reforma do Conselho". A embaixadora, porém, deixou claro que a presidência do órgão não significa uma autorização para que o tema seja discutido. "A reforma é tratada na Assembleia Geral, mas, certamente, a presidência nos dá visibilidade porque tratamos de assuntos que podem mostrar a liderança do Brasil", disse. No dia 11, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, estará presente no Conselho de Segurança, em Nova York. Em março, após o mandato brasileiro, Obama viajará ao Brasil. No ano passado, em visita à Índia, o presidente americano defendeu a inclusão dos indianos como membros permanentes do CS. Apesar de remota, segundo analistas, existe uma possibilidade de o líder dos EUA apoiar também o Brasil quando se reunir com a presidente Dilma Rousseff. Este mês, talvez o Brasil tenha de levar à votação em plenário uma resolução para condenar os assentamentos israelenses na Cisjordânia. "Os palestinos decidirão, depois da reunião do Quarteto, no dia 5, se querem levar adiante a proposta. Como eles não são membros, o Líbano está apresentando o projeto", disse Maria Luiza na sala da presidência do CS. Segundo a diplomata, o foco da presidência será "a paz, a segurança e o desenvolvimento". Também será preciso renovar o mandato da missão da ONU em Timor Leste, debater os resultados da votação da partilha do Sudão e, possivelmente, incluir na agenda a situação no Haiti. PARA ENTENDER ![]() Fonte: O Estado de São Paulo |