Brasil e Itália se unem em ação humanitária às vítimas do terremoto do Haiti

Thaíce Oliveira 

A Marinha do Brasil e da Itália se uniram em concordância de propósitos, numa operação conjunta de apoio médico e humanitário ao Haiti. O Navio-Aeródromo italiano Cavour (NAe) que está em transito da Itália para o Haiti levará 75 brasileiros, mais dois helicópteros, um UH-14 Super Puma e um UH-12 Esquilo da Marinha do Brasil e cerca de 2 toneladas de equipamentos, em apoio a 900 militares italianos. 

 
Entre os brasileiros há seis médicos e oito enfermeiros da marinha e cinco médicos e seis enfermeiros civis voluntários indicados pelo Ministério da Saúde e duas equipes de Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) da Força Aeronaval. O navio atracará em Fortaleza no dia 28 de janeiro para abastecer e tem previsão de chegar ao Haiti até o dia 1º ou 2 de fevereiro.
 
O navio italiano que foi projetado também para emprego em missões humanitárias em calamidades, conta com um hospital emergencial de 35 leitos, dos quais oito são para tratamento intensivo, mais duas salas de cirurgias e uma série de equipamentos para casos mais complexos, como aparelho de tomografia computadorizada.  Além da equipe médica o porta-aviões conta aeronaves orgânicas e uma tropa de engenheiros, com capacidade para remoção de escombros e reparos leves de vias, embarcada especialmente para esta missão.
 
Segundo o subchefe de Operações da Marinha brasileira, contra-almirante José Aloysio de Melo Pinto, a presença de um "navio-hospital" no Haiti será de grande ajuda, ainda que ele chegue ao país cerca de três semanas após o terremoto. 
 
"Temos que considerar que o país foi destroçado, com destruição de praticamente toda a estrutura médica do país. Então, as necessidades são muito grandes e continuam a haver. Estamos neste momento, colocando um hospital, com capacidade para atendimento de emergência muito bem equipado e com uma equipe de médicos ítalo-brasileiros especializada nesse tipo de atendimento", disse o oficial. 
Segundo a Marinha, o navio Cavour ficará ancorado longe da costa do Haiti. Os feridos serão levados a bordo pelos dois helicópteros brasileiros e os seis italianos. 
 
Segundo o ministro conselheiro da Embaixada da Itália no Brasil, Mário Trampetti, após a catástrofe houve o cancelamento da dívida que o país tinha com a Itália e  os italianos decidiram enviar o porta-aviões ao país caribenho.  Mas resolveu incluir o contingente brasileiro depois de uma conversa entre os ministérios da Defesa dos dois países que em novembro de 2007 assinaram um acordo de operação triangular em que Brasil e Itália uniriam esforços para ajudar um terceiro país que tivesse passando por necessidades como hoje, encontra-se o Haiti.
 
A Marinha brasileira também informou que enviará, no dia 1º de fevereiro, o navio de desembarque de carros de combate Almirante Sabóia, com cerca de 700 toneladas de equipamentos para a tropa brasileira da Missão de Paz das Nações Unidas no Haiti (Minustah) e para ajuda humanitária.

 

 

 

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