| O Congresso brasileiro aprova envio de mais 1.300 militares ao Haiti |
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O Congresso aprovou o envio de até 1.300 militares adicionais ao Haiti, devastado pelo terremoto do dia 12 de janeiro. Esse aumento do efetivo da tropa, veio após o Conselho de Segurança da ONU – Organização das Nações Unidas aprovar e solicitar temporariamente um aumento de tropas e policiais da entidade, para atuar na Operação Minustah onde o Brasil lidera essa missão. “Diante da crise do estado de calamidade em que se encontra hoje o Haiti, da solicitação de apoio da ONU, de nossos compromissos internacionais e, sobretudo, o nosso dever de prestar a devida ajuda humanitária a um povo irmão, o Brasil não pode se furtar a cumprir seu papel de líder internacional, frente à crise haitiana e a prestar o auxílio devido” declarou em seu voto o relator da matéria, deputado Mauro Benevides (PMDA-CE); a oposição apoiou a medida do governo e segundo o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG) o Brasil tem capacidade para atuar nas duas frentes, não devemos deixar de prestar a nossa solidariedade, temos condições financeiras para dar esse apoio. Integrante da base aliada do (PTB-MA) o senador Epitácio Cafeteira criticou a iniciativa do Congresso Brasileiro, “o Brasil não está em condições de ajudar, mas de ser ajudado”. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirma que os gastos que o Brasil terá com a missão fazem parte do papel estratégico do país. “O Brasil precisa pagar pela sua grandeza. O Brasil, sendo o maior país da América do Sul, pelo peso da sua grandeza, tem o custo e isso nós devemos pagar. Para as Forças Armadas é muito importante que tenhamos também participação internacional em favor da paz do mundo inteiro. O Brasil está no Haiti em busca da paz”. A matéria foi aprovada por uma comissão representativa de deputados e senadores, uma vez que o Congresso está em recesso. |