| Transmissão do Cargo de Chefe do Estado-Maior da Armada |
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O Almirante-de-Esquadra João Afonso Prado Maia de Faria assumiu o Cargo de Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), no dia 7 de dezembro, em substituição ao Almirante-de-Esquadra Luiz Umberto de Mendonça, que assumirá, em breve, o cargo de Chefe da Representação Permanente do Brasil junto à IMO (Organização Marítima Internacional). A cerimônia, realizada em Brasília (DF), foi presidida pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto. O Almirante-de-Esquadra Prado Maia afirmou, em seu discurso de posse, que a Marinha está vivendo tempos importantes e decisivos para o seu futuro. De acordo com ele, planos e programas como o de desenvolvimento de submarinos, incluindo o de propulsão nuclear, e, dentro em breve, o de obtenção de meios de superfície, além do planejamento e execução do Plano de Articulação e Equipamento da Marinha, exigem a máxima dedicação, criatividade, capacidade gerencial e tecnológica de seu pessoal. O CEMA destacou, ainda, o importante papel que cabe ao Estado-Maior da Armada para a manutenção da Marinha na “dimensão correta para a posição, atual e futura, do Brasil no contexto mundial, em sintonia com nossos preceitos constitucionais, com nossa política externa e produzindo a necessária dissuasão, que preconiza a Estratégia Nacional de Defesa”. Durante sua carreira de 47 anos dedicados à Marinha do Brasil, o Almirante-de-Esquadra Prado Maia exerceu importantes cargos em diversas Organizações Militares, destacando-se os de Comandante-em-Chefe da Esquadra, de Chefe do Estado-Maior de Defesa, de Secretário-Geral da Marinha e de Comandante de Operações Navais.
O Estado-Maior da Armada (EMA), que teve sua origem no período de transição do regime monárquico para o republicano, tem sede em Brasília e o propósito de assessorar o Comandante da Marinha na Direção Geral da Marinha do Brasil e no desempenho de suas atribuições no Conselho Militar de Defesa, e exercer a coordenação e o controle das atividades dos Órgãos de Direção Setorial (ODS). Para a consecução desse propósito, cabem ao Estado-Maior da Armada inúmeras tarefas, dentre elas as voltadas à produção de documentos doutrinários de alto nível da Marinha, aquelas necessárias ao correto assessoramento do Comandante da Marinha e as decorrentes de sua posição em relação aos ODS. Cabe, também, ao Chefe do Estado-Maior da Armada uma série de funções colaterais tais como a participação na Comissão de Promoções de Oficiais, no Conselho de Almirantes, no Conselho Financeiro e Administrativo da Marinha e no Conselho da Ordem do Mérito Naval, e a presidência dos Conselhos do Plano Diretor, de Planejamento de Pessoal, de Ciência e Tecnologia da Marinha e de Tecnologia e Informação da Marinha, além da Comissão de Promoções de Oficiais. |